FAQ

FAQ

 Existem actualmente muitas bibliotecas em Macau. Para quê construir uma Nova Biblioteca Central?

Resposta:

 O sistema de bibliotecas públicas de Macau inclui 17 bibliotecas, incluindo a Biblioteca Central de Macau, sita na Praça do Tap Seac. Na verdade, a nível da sua escala, estas bibliotecas constituem uma biblioteca comunitária, contendo um acervo limitado e pouco diversificado e servindo essencialmente os cidadãos que residem nas proximidades. Em termos funcionais, a Nova Biblioteca Central será bastante diferente.

 Qual é a diferença entre uma biblioteca comunitária e uma biblioteca central?

Resposta:

 As bibliotecas comunitárias encontram-se enraizadas no seio das comunidades, servindo essencialmente os residentes da comunidade em que se encontram. Por sua vez, a Biblioteca Central contempla toda a população, não só prestando serviços bibliotecários básicos, como também apoiando as bibliotecas comunitárias, coordenando os recursos da Biblioteca Pública de Macau e cumprindo a sua missão como promotora do desenvolvimento social e da preservação da memória da cidade.

 Após a criação da Nova Biblioteca Central, as bibliotecas comunitárias serão encerradas?

Resposta:

 Sendo que ambas cumprem funções diferentes, as bibliotecas comunitárias existentes continuarão a funcionar e a servir os cidadãos. Ambas coordenar-se-ão entre si, a fim de se complementar mutuamente a nível funcional.

 Que limitações tem actualmente a Biblioteca Pública de Macau? O que irá mudar com a Nova Biblioteca Central?

Resposta:

 Devido à falta de espaço, o acervo da Biblioteca encontra-se actualmente distribuído por várias bibliotecas comunitárias e depósitos de livros alugados em edifícios industriais, o que impede a prestação de serviços de forma integral e conveniente aos leitores. Por sua vez, também os documentos de Macau dispõem apenas de uma pequena sala, o que dificulta o desenvolvimento de um “depósito global de Macau”. Neste sentido, espera-se que a Nova Biblioteca Central seja capaz de resolver estes problemas.

 Cada vez mais leitores preferem a leitura através de recursos electrónicos. Para quê construir uma Nova Biblioteca Central?

Resposta:

 Disponibilizar materiais de leitura impressos ou electrónicos constitui apenas uma função das bibliotecas. As grandes bibliotecas modernas são igualmente responsáveis por outras funções, incluindo a preservação e restauro de livros e documentos, elaboração de estudos de referência, digitalização de documentos, disponibilização de materiais de multimédia, organização de intercâmbios culturais, salão urbano, memória urbana, organização de exposições, disponibilização de espaços de lazer, entre outras. Apenas uma grande biblioteca central poderá satisfazer todas estas necessidades.

 A selecção do local da Nova Biblioteca Central baseia-se em que critérios?

Resposta:

 O Governo da RAEM tomou como referência uma série de indicadores e estudos internacionais para proceder à selecção do local, determinando que a Nova Biblioteca Central deverá estar localizada no centro da cidade, para maior conveniência dos leitores e para assegurar o máximo de flexibilidade, no sentido de criar um espaço propício ao desenvolvimento ajustável e sustentável; o terreno de construção deverá ainda apresentar um formato quadrado, com vista a facilitar a organização e gestão das áreas funcionais no interior da biblioteca. Para além de corresponder aos critérios acima referidos, o Edifício do Antigo Tribunal reveste-se igualmente de uma profunda importância histórica e cultural.

 Foram considerados os problemas de tráfego junto ao Edifício do Antigo Tribunal?

Resposta:

 A Nova Biblioteca Central encontra-se localizada no centro da cidade. Por conseguinte, o local é bem servido pela rede de transportes públicos, estando disponíveis quatro parques de estacionamento nas proximidades (com 1600 lugares de estacionamento para automóveis e 770 lugares de estacionamento para motorizadas), bem como alguns parques de estacionamento em edifícios comerciais (incluindo o New Yaohan e o AIA Tower). Estão igualmente disponíveis mais de 30 linhas de autocarros, estando ainda prevista a construção de uma futura estação de metro ligeiro nesta zona, tornando o local muito acessível. Na verdade, o problema do tráfego nesta zona é um problema que requer uma resolução global, não se devendo à construção da Nova Biblioteca Central. A nossa sociedade está em processo de evolução, sendo necessário proceder aos devidos ajustamentos para responder a estes desenvolvimentos.

 Como foi estimado o orçamento de 900 milhões de patacas para construir a Nova Biblioteca Central?

Resposta:

 O projecto de construção Nova Biblioteca Central pautar-se-á pelo princípio da simplicidade, valorizando a “qualidade” e não o “luxo”. A estimativa de custos de construção, pautando-se pelos princípios do profissionalismo e da objectividade, é baseada no preço de mercado para projectos de obras públicas do Governo da RAEM, nomeadamente no valor relativo a 2015 (23.000 MOP por metro quadrado), ao qual foi somada uma taxa de inflação anual de cerca de 5%. O orçamento para outros elementos, tais como mobiliário e equipamentos, poderá apenas ser calculado após a conclusão do projecto de detalhe.

 Que tipo de instalações e acervo estarão disponíveis na Nova Biblioteca Central?

Resposta:

 Após a conclusão do plano de análise preliminar, as características do Edifício do Antigo Tribunal e do Edifício da Antiga Sede da Polícia Judiciária serão preservadas, prevendo-se a construção de novos pisos e de pisos subterrâneos, perfazendo um total de 11 pisos divididos em três secções, nomeadamente, uma secção para o acervo da biblioteca, uma secção pública e uma secção de apoio técnico. A fim de viabilizar o desenvolvimento sustentável da biblioteca e atender às necessidades de várias gerações, o projecto da Nova Biblioteca Central focará particularmente no aspecto da flexibilidade, a nível espacial, funcional e das rotas de passagem, recorrendo a exemplos de referência no Interior da China e no exterior e cumprindo rigorosamente as normas de construção de edifícios de bibliotecas, a fim de oferecer à cidade a mais perfeita sala de leitura.

De acordo com o projecto da Nova Biblioteca Central de Macau, o acervo irá abranger documentos de Macau, livros raros, colecções especiais, livros e publicações periódicas, recursos electrónicos, entre outros itens. Após a conclusão do projecto de detalhe, será mais definitivamente determinado o número de pisos do edifício, a distribuição espacial, o número de áreas funcionais, o número de instalações e equipamentos e o tipo de serviços e de colecções disponíveis.

 Que princípios seguirá o Governo da RAEM para revitalizar e reutilizar o Edifício do Antigo Tribunal?

Resposta:

 O principal valor cultural do Edifício do Antigo Tribunal diz respeito às suas características arquitectónicas e artísticas, que representam o estilo típico da época em que foi construído. Ao planear a construção da Nova Biblioteca Central no terreno ocupado por este edifício, o Governo de Macau é responsável por assegurar a preservação das respectivas características de valor cultural, devendo igualmente contribuir para realçar e potenciar as mesmas. Neste sentido, o projecto deverá preservar integralmente o Edifício do Antigo Tribunal, incluindo o seu estilo único e todos os elementos arquitectónicos de valor cultural, assegurando igualmente que o novo edifício e os respectivos elementos manifestarão aspectos criativos, tradicionais e inovadores a nível arquitectónico, artístico e urbanístico. Por outro lado, a revitalização e reutilização do edifício deverá satisfazer as necessidades funcionais das bibliotecas centrais dos novos tempos, cumprir as normas e directrizes de construção actualmente vigentes, bem como satisfazer as expectativas dos cidadãos modernos relativamente a espaços culturais públicos.

 Relativamente ao Edifício do Antigo Tribunal, classificado como monumento, o Governo da RAEM planeia preservar que partes do edifício?

Resposta:

 O Instituto Cultural irá proceder à elaboração do projecto da Nova Biblioteca Central, salvaguardando o Edifício do Antigo Tribunal com base nos requisitos definidos pela Lei de Salvaguarda do Património Cultural. Por conseguinte, o projecto prevê a preservação integral do Edifício do Antigo Tribunal, bem como do seu estilo único e de todos os elementos arquitectónicos de valor cultural, incluindo a sua fachada, telhado, estrutura, pavimento e espaços interiores distintivos.

O Instituto Cultural irá ainda desenvolver o projecto de revitalização do Edifício do Antigo Tribunal, com base nas normas e exigências da comunidade internacional para a revitalização e reutilização de edifícios do património, bem como nos estatutos internacionais relevantes, a fim de efectuar os ajustes necessários e assegurar assim a salvaguarda do edifício aquando da sua reutilização. Após a conclusão da construção da Nova Biblioteca Central, o Edifício do Antigo Tribunal permanecerá intacto, o que exponenciará o contributo positivo do edifício da Nova Biblioteca Central para o desenvolvimento cultural de Macau