ver-se contra uma nova invasão, não pôde, nem prevenir, nem repelir êsse assalto das hostes inimigas.

O fanatismo calvinista, intolerante e cruel, destruiu quási tôdas as igrejas e apossou-se das que lhe convinha para uso dos seus sectários, vendo-se os cristãos, habitantes da eidade, no extremo de se refugiatrem nas florestas para ali poderem exercitar as práticas da sua religião!

Devido ao quási abandono a que ficou desde logo votada a diocese de Malaca por parte do padroado, deixou ela de ser provida de bispo,passando a ser governada por vigários gerais, de nomeação do Metropolita de Gôa, como era de direito.

E até, algumas vezes, em circunstâncias extraordinárias, se viu o Bispo de Macau intervir no seu govêrno, o que sucedeu, com a nomeação do vigário geral de Timor e do vigário da vara de Malaca, no episcopado de D. Fr. Hilário de Santa Rosa (1745), visto ser esta diocese de Macau a comprovincial mais vizinha; tal era a razão que se alegava 1.

Desde que os ingleses se estabeleceram em Malaca (1795), começaram os católicos a viver em liberdade e a ostentar em público as pompas do culto religioso. Em 1819, Sir T. Stamford Raffles fundou Singapura, aonde com o comércio de tôda a parte começou a afluir uma população ávida de fazer fortuna. De Malaca vieram também alguns cristãos residir ali em obediência à lei da luta pela vida.

Por êsse tempo vários sacerdotes da Congregação da Missão,residentes em Macan, obrigados pelas dissenções políticas, que da metrópole se extenderam até aqui, deixaram esta colóuia, indo dois dêles, o Pe. Francisco da Silva Pinto e Maia para Singapura, e o Pe. José Victorino dÁlmeida para Malaca.

Como Singapura estivesse completamente abandonada de missionário, o Pe. Maia, aproveitando essa circunstância, fundou naquela cidade, no ano 1825, uma nova missão.